Cheira
A mulher bem rica, pois o pai era fazendeiro, queria casar com um homem que tinha um pau grande. Daí ela estava noiva de um rapaz e se casou! Passou a festa, levou o rapaz para o quarto. Quando viu o tamanho do cassete do cara, ela terminou tudo com ele.
Dias se passaram, ela encontrou um negão forte e se casou com ele. Foram três dias e três noites de festa, e quando chegou no quarto, na hora H, o negão e um neguinho. E daí a noiva mandou ele caçar coquinho. Ele foi embora triste, andando pela rua deserta.
Continuando andando, na mesma, depara com uma velhinha, e ele cabeça baixa, e a velhinha perguntou:
— O que é que você tem, meu filho? A titia resolve.
O rapaz: nada de responder.
— O que é que você tem, meu filho? A titia resolve.
O rapaz:
— A senhora não resolve meu caso. Mesmo assim contou!
E a velhinha:
— Falei que titia resolvia. Você cheira essa flor amarela, faz crescer, e a flor rosa faz subir. Testa para você sentir.
Assim ele fez. Cheirou a flor amarela, o pinto cresceu, e cheirou a rosa, ele diminuiu.
Com isso, ele todo satisfeito foi embora correndo para casa para dar a notícia para a noiva. Ele perdeu a flor rosa, mas ele não queria que diminuísse mesmo. Quando chegou em casa, falou para a mulher, e ela, morrendo de alegria, falou para o pai que não era para desfazer o casamento dela, e os dois foram para o quarto. E começou?
Ele por cima e ela por baixo.
E ela falou para ele:
— Cheeeira.
E o pau crescendo, e ela cheeeira, e o pau só crescendo.
De repente ela vira ele e manda ele cheirar, cheeeira, cheeeira.
De repente ela começa a flutuar e manda ele cheirar! Cheeeira.
De repente ela bate no teto da casa e grita:
— Paiiiiiiiiiiiii!
E o pai abre a porta e depara com a filha no teto do quarto e fala:
— Minha filha, você quer que corte a ripa ou a pica?
E ela responde:
— A ripa, pai.
E ela cheeeira, cheeeira. E ela começa a ir para o céu e fala:
— Adeus, papai, e para os amigos que fica, vou para o céu na cabeça de uma pica.
