Salão de boliche
O cara ia inaugurar um salão de boliche no Rio de Janeiro. Às 20:00 já eram 18:00 horas e as bolas ainda não tinham chegado da Itália. Aí ele ligou para um colega em São Paulo que tinha um salão e perguntou:
— Você me empresta umas bolas de boliche? Porque hoje eu vou inaugurar meu salão, mas até agora as bolas não chegaram da Itália.
Ele disse que emprestava. Ligou para um cara que fazia frete e falou:
— Você tem condições de chegar no Rio de Janeiro às 19:00 horas?
O cara:
— Sim.
Carregou o caminhão com as bolas de boliche e encheu a caçamba. Aquele monte de bolas parecia uma pirâmide. E partiu para o Rio de Janeiro. Quando está descendo a Serra das Araras, olha pelo retrovisor e vê um negão pendurado na caçamba, pegando carona de bicicleta. Aí ele freou o caminhão, desceu e disse:
— Negão, se você quer uma carona eu te dou, mas não faz assim não, porque se você cai debaixo da roda e morre, eu vou preso e vou responder a muitos processos. Sobe aí.
O negão colocou a bicicleta lá em cima das bolas e sentou. Aí o cara continuou a viagem, mandando ver a 120 quilômetros, a 140 quilômetros, só que ele não viu a polícia rodoviária: um português que tinha acabado de ser transferido de Portugal para o Brasil, na polícia rodoviária. Quando o caminhão passou a 140 quilômetros, ligou a moto e foi atrás, aí pedindo ajuda para a base:
— Alô, base, estou seguindo um caminhão cheio de ovos de criolo, já nasceu um e já roubou uma bicicleta.
