A caixa de madeira
Em pleno mercado público, em dia de feira, aproveitou-se um candidato a vereador em sua cidade para fazer um comício de improviso. Subiu rapidamente num caixote de madeira que ali estava e começou a soltar o verbo!
Mas, para sua surpresa, o povão que ali estava não ligou nadinha para o que ele falava, desprezando-o.
O político, observando o esvaziar de pessoas à sua frente, ficou vermelho de vergonha e raiva.
Prestando mais atenção, viu que todos se foram, com exceção de um homem, que se mantinha ali na sua frente, de braços cruzados, o olhando fixamente.
Tal foi sua admiração pela postura do homem que se sentiu na obrigação de lhe agradecer e, assim, lhe dirigiu a seguinte pergunta:
— Meu amigo, você merece tudo de mim! Você, sim, merece meu respeito e minha consideração! Peça o que quiser, meu rapaz, que lhe darei tudo que for possível!
No que o homem responde:
— Doutor, eu só quero mesmo é que você me devolva a minha caixa de madeira, promo'deu ir m'imbora c'as minhas verdura!
