Três compadres
Três compadres, Chico, Zé da Bangela e Sivito, amigos de infância, mantinham uma fazenda em sociedade. Era conhecida em todos os arredores como "Fazenda da Santíssima Trindade".
Esforçados, eles dedicavam-se tanto ao trabalho que não tinham tempo de ir à igreja para participar de missas nem para se confessar.
Certo dia, Sivino, iluminado, achou necessidade de ir participar um pouco da missa e aproveitar para se confessar. Combinou com seus outros dois compadres e acertaram tudo para o domingo.
Naquele dia, todos arrumados e acompanhados de suas senhoras, assistiram à missa normalmente e, ao término desta, foram se confessar.
O primeiro foi Zé da Bangela, pediu a bênção e escutou a conhecida colocação do padre:
— Quantas pessoas na Santíssima Trindade?
Como nunca havia participado de missas e muito menos se confessado, sem jeito e assimilando que a pergunta do padre fosse objetiva, respondeu:
— Ah, lá trabalham umas 100, talvez 150.
O padre estranhou e perguntou novamente, só escutou a mesma resposta. Irritado, e pensando que estava sendo esnobado, largou o verbo:
— Que tipo de católico é você que não sabe nem se confessar?! Sai daqui seu...
Constrangido e sem jeito, foi questionado pelos compadres o porquê daquela cara. Ao contar o fato, Chico, que era o próximo, não conteve o riso e, chamando seu compadre de "idiota", foi até o confessionário e escutou do padre a mesma pergunta:
— Quantas pessoas na Santíssima Trindade?
— Com certeza umas 1000 e poucas pessoas.
— Idiota, nunca mais volte nesta capela, seu ateu.
Ao contar para os compadres, Sivino riu e foi se confessar. Escutou do padre a mesma pergunta e respondeu mostrando três dedos. Escutou do padre:
— Muito bem, meu filho, pelo menos você sabe um pouco de religião, mas quem são?
— Eu, compadre Chico e Zé da Bangela.
