Poesia de um louco
Meia-noite, o sol brilhava no horizonte,
um homem nu com a mão no bolso,
lendo um jornal sem letras,
que tinha uma frase assim:
"Que o surdo ouviu o mudo dizer:
que o cego viu o aleijado correr atrás
de um trem em alta velocidade"

Meia-noite, o sol brilhava no horizonte,
um homem nu com a mão no bolso,
lendo um jornal sem letras,
que tinha uma frase assim:
"Que o surdo ouviu o mudo dizer:
que o cego viu o aleijado correr atrás
de um trem em alta velocidade"

Certa noite, do lado de fora de um hospício, ouvia-se um grito: "Tô podre, socorro, tô podre!". Todos que passavam ficavam chocados com as lamúrias.
Os enfermeiros, o mais depressa possível, localizaram os gritos, que vinham da solitária.
Quando entraram na mesma, lá estava um louco, que enfiava o dedo no cú, cheirava e gritava:
— Tô podre, socorro, estou podre!
Um condutor estava tentando reparar o carro avariado à beira da estrada.
Foi então que se aproximou uma vaca que lhe disse:
— A avaria deve ser do carburador!
Assustado, o homem fugiu e encontrou uma fazenda, onde contou a incrível história a um lavrador. Este perguntou-lhe:
— Era uma vaca malhada?
— Era.
— Ora, não ligue... Ela não percebe nada de mecânica.
Sabe o que o picoler disse para o suquinho?
— Tu parece um viado, só anda com o cabelo amarrado.
O suquinho respondeu:
— E tu, que só anda com um pau no cu...
Os médicos foram analisar quem dos loucos eles poderiam liberar e avistaram Pedro pescando e o Marcos na frente.
Um médico olhou para a cara do outro e disse:
— Coitado, pensa que está pescando, nem rio tem ali.
O outro médico disse:
— Mas o que está na frente, sentado, está bom, ele está quietinho, vamos liberar ele.
Chegando perto, ele ouve o Pedro falando:
— Não estou pegando mais nada aqui.
E o Marcos disse:
— Então vamos mais pra frente.
E faz movimento com o braço como se estivesse remando um barco.
Na porta do céu, São Pedro está atendendo os recém-mortos:
— Nome?
— João da Silva.
— Morreu de quê?
— Tuberculose!
— Prove!
O sujeito lascou uma catarrrada no chão celestial.
— OK! Pode entrar! Próximo!
— José da Silva.
— Morreu de quê?
— Lepra!
— Prove!
O sujeito balançou a cabeça e uma de suas orelhas caiu no chão celestial.
— OK! Pode entrar! Próximo!
— João José da Silva.
— Morreu de quê?
— De fome!
— Prove!
O sujeito pegou a orelha do chão celestial, lambuzou-a no catarro e comeu tudinho...
O pai foi ao quarto do filho para dar boa noite e viu o garoto tendo um pesadelo. Acordou o menino e perguntou se estava tudo bem. — Sonhei que a tia Suzana morreu... O pai jurou que ela estava muito bem e fez o filho dormir de novo. No dia seguinte, tia Suzana morreu. Algumas noites depois, voltou ao quarto do garoto, e ele estava tendo outro pesadelo. Sonhou que o vovô havia morrido. Na manhã seguinte, adeus, vovô. Os dotes paranormais da criança eram motivo cada vez mais de preocupação quando ele disse que havia sonhado com a morte do papai. O cara…