Podre
Certa noite, do lado de fora de um hospício, ouvia-se um grito: "Tô podre, socorro, tô podre!". Todos que passavam ficavam chocados com as lamúrias.
Os enfermeiros, o mais depressa possível, localizaram os gritos, que vinham da solitária.
Quando entraram na mesma, lá estava um louco, que enfiava o dedo no cú, cheirava e gritava:
— Tô podre, socorro, estou podre!
