Piru de vento
O carinha fez amor com a mulher, aí ela engravidou.
Passou 1 mês, 2, 3, 4 e a barriga da mulher só crescendo sem parar. Chegando no 7º mês, a barriga da mulher estava enorme, todo mundo achando que seriam gêmeos. Aí passou 8, 9, 10, 11, 1 ano e nada da mulher parir. Os médicos resolveram abrir a barriga da mulher, porque nunca havia acontecido aquilo antes. Levaram a mulher pra mesa de parto, abriram a barriga dela, e foram ver: só tinha vento. No local estava uma porrada de empresa de TV filmando, e aquilo foi uma frustração pro pai, que depois ficou conhecido como piru de vento. E onde ele passava, principalmente onde morava, todo mundo falava: olha lá o piru de vento — kkkkkkk... Ele não estava mais aguentando aquilo. Num belo dia, ele se estourou, pegou uma arma e correu pra igreja, foi confessar pro padre. E ele falava:
— Seu padre, eu não aguento mais, todo lugar que eu vou é esse apelido piru de vento, eu não aguento mais mesmo, o próximo que me chamar de piru de vento eu mato.
Vendo que o caso era sério, o padre conversou com ele, até convencê-lo de não fazer aquilo, que depois o apelido iria passar. Depois de algum tempo, o padre o conseguiu convencer. Logo em frente à igreja, ouviram-se vários tiros: pa pa pa pa. O padre saiu correndo, e chegando lá, estava um garoto caído no chão todo arrebentado de tiro prum lado e uma bicicleta toda quebrada pro outro. O padre falou pra ele:
— Você não me disse que não faria isso, sair matando as pessoas que te chamassem de piru de vento?
E ele respondeu:
— Porra, seu padre, me chamar de piru de vento tudo bem, mas me pedir pra encher pneu de bicicleta, aí já é sacanagem.
