O rei e as quatro perguntas
O rei queria matar um homem que se chamava Antônio, mas queria ter um motivo para matá-lo. Como era o rei, podia tudo, então falou para Antônio:
— Se você não responder, você está morto.
Antônio foi triste para casa e contou para o seu irmão gêmeo, que era doido. E o seu irmão falou:
— Deixa que eu vou responder para você. Se eu morrer, não tem importância.
E o mesmo foi.
Chegando lá, o rei perguntou:
— Foi, vai responder ou vai morrer?
E ele falou:
— Vou tentar responder.
E o rei começou a perguntar. O rei olhou para uma serra que estava em frente ao palácio e disse:
— Quantos sacos de pedras pega aquela serra?
E o doido respondeu:
— Faz um saco tamanho da serra que só pega um.
E o rei se espantou com sua resposta, e o rei falou:
— Parabéns, mas a segunda pergunta vem aí.
E ele disse:
— Onde é o meio do mundo?
E o doido fez um círculo e colocou um ponto no meio e respondeu:
— É aqui.
E o rei falou que não era, e o doido respondeu:
— Meça todo mundo para a direita e para a esquerda. Se não for o meio do mundo, eu morro.
E o rei falou:
— Parabéns, mas agora vem a terceira.
E ele falou:
— Quanto pesa o sol?
E o doido respondeu:
— Pesa 3.000.000 t.
E o rei disse:
— Não pesa isso, não.
E o doido respondeu:
— Pegue ele lá que a gente pesa ele aqui embaixo.
E o rei falou:
— Ah, mas a difícil vem agora, pois adivinha o que eu tô pensando?
E o doido, espantado, respondeu:
— Você pensa que está falando com o Antônio, mas está falando com o doido do irmão.
E o rei, com raiva, falou:
— Se o doido é assim, imagina o que é bom da memória.
