Max Mala, o mala
O sujeito estava no maior ronco quando toca o telefone (a cobrar), em plena madrugada:
— Oi, te acordei ou você só estava dormindo? Huh, huh... adivinha quem é? Sou eu, o Max Mala, o caseiro da sua fazenda!
— Ah... mas que horas são? 4 da manhã? Aconteceu algo grave?
— Nada não! Eu só queria avisar que seu papagaio morreu!
— Aquele que ganhou o concurso o mês passado?
— Sim, foi ele.
— Poxa, que pena. Morreu de quê?
— Comeu carne estragada!
— Carne estragada? Quem deu carne estragada para ele?
— Ninguém... ele comeu de um dos cavalos mortos.
— Que cavalos?
— Dos seus puro-sangue! Morreram de cansaço, puxando a carroça de água.
— Como assim?
— Era para apagar o fogo!
— Fogo onde?
— Na sua casa... uma vela encostou na cortina e pegou fogo, não sobrou nada!
— Vela? Mas tem eletricidade!
— Era do velório!
— Que velório? Porra.
— Da sua mãe... ela chegou em casa de madrugada, e eu atirei nela, pensando que era um ladrão!
