Fábrica de fazer gente
Em uma cidade da Bahia existia uma rua que tinha um cabaré, e os vizinhos achavam uma coisa muito ridícula, reclamavam direto: que imoralidade, tem crianças, jovens, todos crianças criadas na igreja. Uma delas perguntou ao pai:
— Pai, o que é que tem naquela casa?
E o pai daqueles religiosos não disse a verdade ao filho, e disse que era uma fábrica de fazer gente, e proibiu o filho de ir lá, e disse que se ele fosse lá podia ser pego e podia ser preso pelos homens de lá. Mas todo menino é curioso, ficou naquela curiosidade e acabou indo lá, e olhando pela janelinha viu aquela gemedeira, aqueles gritos. De repente se assustou e foi embora, bem assustado com a cena que viu. Nisso ele, meio desconfiado, o pai lhe pergunta:
— Por que está desconfiado?
E o filho, sem querer dizer, e ele perguntou de novo:
— Por que está desconfiado?
Aí o filho, nervoso, disse:
— Pai, eu fui na fábrica de fazer gente.
E o pai, nervoso:
— Meu filho, eu disse a você que você não podia ir lá, mas o que foi que você viu?
Ele disse:
— Pai, eu vi um homem fazendo uma mulher, ela estava quase pronta, o homem só estava terminando de furar o cu dela.
