Bicha esperta
— Um certo dia um cara entrou no ônibus e avistou uma loira toda tesuda.
— E pensou: que mulher gostosa, tenho que dar um jeito de dar um pega nela.
— Não vendo outra alternativa, se encaixou atrás dela e começou a roçar.
— De repente a loira grita: tarado, tarado!
— Imediatamente o motorista para o ônibus e conduz o rapaz para fora do veículo.
— E o indaga: você achou ela gostosa, foi?
— Ele responde: mas é claro, ela é muito gostosa.
— Então vou te falar o que fazer para você pegar ela.
— O pai dela morreu esses dias, ele era devoto de São Jorge, e ela vai todo dia à noite ao cemitério rezar pelo pai. Então você se veste de São Jorge, vai ao cemitério, diz que vai salvar a alma dele e pede um agradinho.
— Ele diz: obrigado, faço isso hoje.
— Quando foi de noite, ele todo de São Jorge entra no cemitério e avista a loira.
— E aparece gritando: iaiaiaiaiaia, eu sou São Jorge, vim para salvar você e seu pai, mas você sabe, lá no céu tem pouca mulher, você vai ter que fazer um agradinho no São Jorge.
— Ela responde: mas São Jorge, eu sou virgem.
— Ele fala: não tem problema, São Jorge resolve por trás.
— Ela diz: aí tudo bem.
— Aí São Jorge começa a sacanagem.
— Depois que acabou, ele pula para trás satisfeito, gritando: iaiaiaiaiaia, eu não sou São Jorge, eu sou o cara do ônibus, tirando a barba.
— Aí a mulher tira a peruca e a máscara e fala: e eu não sou a loira, eu sou o motorista, iaiaiaiaiaia.
