A melancia
Certa vez, Pedro, um camarada tipicamente carioca e dominador de todas as gírias imagináveis, passa em frente a um sacolão e, como todo malandro, furta uma melancia enorme e sai calmamente com ela embaixo do braço.
Ao parar no ponto de ônibus, onde pegaria a condução para casa, nota que está diante de um prédio em construção cheio de peões de obra.
Os peões são tipicamente nordestinos, ou seja, com cabecinhas de amolar facão... E, ao contrário de Pedro, eram leigos na arte da malandragem carioca.
Em seguida, um deles se dirige a Pedro e propõe:
— Ô bixim, vamu cumê essa melancia, hein!!??
Pedro, então rei da malandragem, se vira e diz:
— Corta essa, mermão!!!
Rapidamente o paraíba saca uma peixeira e, em um único golpe, divide a melancia ao meio.
Indignado, Pedro berra:
— E alá... Qual é a tua, meu chapa???
O peão cabecinha, mal espera Pedro terminar, se abaixa e diz:
— A minha é essa aqui, que é maior...
