A abelha
Mané ia casar, era virgem e estava preocupado com como ele ia fazer na primeira noite. Aí ele perguntou ao seu irmão mais velho:
— Ô Zé, cê sabi, né, que vou casar e nunca fiz o negócio: como faço?
— É fácil, seu bobo... — respondeu Zé. — Lá no fundo do quintal não tem uma bananeira? Faz um talho nela, envia o pinto e fica mexendo.
Aí Mané fez como Zé falou. No dia seguinte ele foi na bananeira, já tinha um talho, ele preparou o pinto e mandou ver. Como tinha vários dias que foi feito o talho, tinha uma abelha dentro, mandou o ferrão no pinto dele, Mané saiu gritando de dor.
Aí ele pensou: esse trem é ruim demais. Mas, para não fazer vergonha, mesmo assim ele casou.
Na 1ª noite, nada. Na 2ª, também. Na 3ª, a mulher apelou e pensou: por que que Mané não quer fazer o negócio? Sei o que vou fazer: à noite a mulher acendeu um fogo no meio da sala, abriu as pernas e ficou mostrando a xoxota para Mané. Ele dava umas olhadas e nada.
A mulher falou:
— Ô Mané, vem cá!
Ele respondeu:
— Eu não.
Aí ela falou:
— Passa a mão aqui, e mostrou!
Mané respondeu:
— Eu... aí tem abelha.
A mulher respondeu:
— Tem não... seu besta! Passa a mão pra você ver.
Aí Mané, todo desconfiado, foi e passou o dedo. Aí ele olhou para o dedo, viu molhado e disse:
— Hum, olha aqui pra você ver o melzinho dela... aqui!
