Roma
Certo dia, João encontra seu amigo Manuel meio triste e pergunta:
— Raius, Manuel, por que estais com essa cara?
— É que eu fiz uma promessa e eu queria ir até a Itália para pagar essa promessa como Papa. Mas eu tô meio sem dinheiro.
— Eu tenho uma ideia. Vai até o cais, se esconde em um navio com destino para a Itália e pronto.
— Boa ideia — concordou Manuel.
E assim Manuel foi até o cais e se escondeu em um navio que ia para a Itália. Porém, no meio da viagem, o português foi descoberto.
— A malandro pensou que ia viajar escondido sem pagar, agora você vai ser jogado no mar.
— Não, pelo amor de Deus, eu tenho filhos pra criar, não faça isso — suplicou o português.
O marinheiro, comovido, responde:
— Tudo bem, vou te fazer uma proposta. Se você fizer um chupetinha para toda a tripulação, nós não te jogaremos no mar.
Sem saber o que fazer, Manuel acha que algumas chupetas são a melhor solução.
Depois disso, Manuel chega na Itália, paga sua promessa e se depara com outro problema: como voltar para o Brasil?
Resolve repetir a ideia do amigo e se esconder em um navio que estivesse indo para o Brasil. Por muito azar, ele se esconde no mesmo navio que o trouxe para a Itália, e por mais azar ainda, novamente encontram ele viajando escondido...
— Português!? Você outra vez? Não, agora não tem conversa, você vai virar comida de tubarão.
— Não, por tudo que é mais sagrado, não façam isso, eu faço qualquer coisa — pede Manuel de joelho.
— Tudo bem, mas agora você vai ter que dar o cu pra toda tripulação.
Manuel recusa, mas quando vão jogar ele no mar, ele volta atrás e dá o cu pra toda tripulação.
Certo dia, Manuel encontra seu amigo João, aquele que lhe aconselhou a viajar escondido, que lhe perguntou:
— E aí, Manuel, conseguiu chegar à Itália? Pagou a promessa?
— Sim, consegui.
— Viste? Quem tem boca vai a Roma — comentou o amigo.
E ele respondeu:
— É, mas se eu não tivesse o cuzinho, não voltaria para o Brasil.
