Podela
Numa cidade do interior do Espírito Santo, tinha um armazém, o único da cidade, onde de tudo que procuravam, achavam no tal pequeno armazém.
Um dia um senhor pensou sozinho:
— Como é que pode ter tudo que a gente procura nesse minúsculo botequinho? Já sei, vou fazer uma pegadinha com eles. Vou inventar um nome e ver o que eles irão arrumar.
No outro dia chega o velho senhor e pergunta:
— Me vê uma "podela"???
O dono, pensativo, disse:
— Hoje não tenho não, mas amanhã chegará.
O dono ligou pra tudo que é lugar e não achou a tal "podela", mas ele acabou desconfiando do freguês e resolveu dar o troco. Ele cagou numa forma e assou até virar um pozinho, colocou num vidrinho com rótulo e tudo mais.
No dia seguinte o freguês foi o primeiro a chegar e foi falando:
— E aí, chegou a "podela"??
— Está ali — respondeu o dono.
O freguês pegou o vidro, cheirou e disse:
— Isso aqui é bosta!!!!!
Respondeu o proprietário:
— Bosta não. Isso é "pó dela".
