Papagaio doido
Era um papagaio que ia todos os dias à barraquinha de seu dono, que vendia a melhor maniçoba da cidade, e sempre esse papagaio estava lá. Até que um dia o papagaio ficou maluco e, quando chegou o primeiro freguês pedindo maniçoba, o papagaio disse:
— Não come isso aí, que tá podre.
E o vendedor perdeu o primeiro freguês. Quando chegou o segundo freguês pedindo maniçoba, o papagaio disse:
— Não come isso aí, que tá podre.
Aí o vendedor disse ao papagaio:
— Olha, é a segunda vez que você faz eu perder o freguês.
Chegou outro freguês pedindo maniçoba, o papagaio disse:
— Não come isso aí, que tá podre.
Até que o vendedor pegou uma corda e ameaçou o papagaio, dizendo:
— A próxima vez que você falar isso, eu vou te pelar e jogar no vaso sanitário.
Depois de vários fregueses perdidos, veio o próximo pedindo maniçoba, aí o papagaio disse:
— Não come isso aí, que tá podre.
O vendedor disse:
— Eu te avisei.
Daquilo o vendedor pegou o papagaio, despelou todo o papagaio e jogou no vaso sanitário. Depois de algumas horas, foi uma mulher gordona fazer necessidade. Quando a mulher deu um peido, o papagaio disse:
— Tá trovoando.
Quando a mulher fez xixi, o papagaio disse:
— Tá começando a chover.
Quando a mulher foi fazer cocô, o papagaio disse:
— Madeira!
