Papagaio alejado
José vivia em harmonia com sua mulher logo que se casou, uma vez que ela era bem mais nova que ele. Mas, como o tempo passa para todos, não poderia deixar de passar para José. Ele e sua mulher já não viviam na ativa como antes. Ele passou a observá-la e desconfiou que ela o estava traindo, mas, como trabalhava o dia inteiro, não tinha como vigiá-la 24 horas. José então resolveu comprar um papagaio para vigiar sua esposa e depois contar o que acontecia na sua ausência.
José morava muito longe da cidade, por isso foi difícil encontrar um papagaio. Ele procurou em todas as lojinhas, mas parecia inútil. Até que, quando já estava desistindo, encontrou um boiadeiro que tinha um papagaio pra vender. Eles negociaram e o boiadeiro falou que só tinha um probleminha, mas José queria o papagaio de qualquer jeito. Foram ver o probleminha. Quando José viu o papagaio na gaiola, viu que ele não tinha pés, e por isso não se equilibrava no puleiro. Ele ficava pendurado com o pênis, que já estava até com uma de guincho. José nem ligou, levou o bichinho pra casa e deu as instruções a ele de observar sua mulher e lhe contar tudo depois.
Amanheceu o dia e José foi trabalhar. O papagaio estava atento a tudo na casa.
À noite José chegou aflito, super curioso, questionando o papagaio sobre sua mulher:
— E aí? Aconteceu alguma coisa?
— É, aconteceu...
— O quê? O quê?!
— Quando o senhor virou as costas, entrou um homem aqui, e sua mulher trouxe ele pro quarto...
— E o que ela fez?!
— Ah, ela tirou a blusa, depois a saia...
— E depois? Fala logo, papagaio!
— Ah, depois ela tirou o sutiã...
— Continua, papagaio, me conta o que ela fez depois?
— É... é, depois ela tirou a calcinha.
— Mas e depois, papagaio, fala logo, me conta!
— Ah... depois eu não sei, porque meu pau ficou duro e eu caí do puleiro!
