O jege e a égua
O Tonho morava num sítio com sua cabrocha (mulher), que era um tremendo avião.
Possuía algumas galinhas, algumas vacas leiteiras e um jege que era um verdadeiro garanhão, cruzava com todas as éguas da região.
Certa tarde chega na porteira do sítio o Zé Pé de Cana, com sua égua Mimosa, para cruzar com o jege do Tonho.
— Ô de casa...
Sai a Teresa, mulher do Tonho...
— Oi, seu Zé... pode chegar, o Tonho foi na venda (bar), mas já vorta.
— Eu venho outra hora... é que trouxe a Mimosa. A senhora entende... depois eu volto.
— Que é isso, seu Zé, se é pra cruzar pode levar lá no curral.
O Zé levou a Mimosa e o jege não se fez de rogado, foi logo traçando, e o Zé olhava para Tereza e olhava pro curral... olhava pra Tereza... e arriscou uma cantada:
— É, dona Tereza, a gente vendo a Mimosa e o seu jege nessa alegria dá uma vontade danada, não...
A Tereza retruca:
— Num se acanhe não, seu Zé, pode ir lá que o jege ainda dá umas duas no Sinhô.
