O caso
Eis que um dia entra um gago em uma farmácia e diz ao balconista:
— Vo-ocê tem han han huna?
O balconista, não entendendo, resolve chamar o farmacêutico. Este chega e pergunta:
— Em que posso lhe ser útil?
— E-eu queeria uma han han huna!
— O que, senhor?
— Han han huna.
O farmacêutico não entendeu e chamou o gerente. Este veio, mas também não entendeu. Foi assim que chamaram todos os funcionários da farmácia da frente e ainda assim ninguém entendeu. E quando eles já estavam desistindo de entender, o rapaz que passava disse:
— Olha, tem um gago na outra rua. Talvez, se o chamarmos, ele saiba o que é han han huna, porque convenhamos que gago com gago se entendem...
Então foram chamar o gago, que chegou dizendo:
— Ooi, coomo vaai? Mee disseeraam quee queeria o que mesmo?
— Eeu queeria han han huna.
— Han han huna?
— Ée!
— Então você peega eessa ruua reeta, vira naa seguunda a direeita e lá você vai achaar uma casa que vende han han huna.
O gago saiu satisfeito e então todos, curiosos, perguntaram para o outro gago:
— E então, o que é han han huna?
E o gago:
— Han han huna? Ah! Han huna é han han huna!
