Discutindo a paz
Bill Clinton foi a Bagdá para discutir a paz com Saddam Hussein. Os dois se cumprimentaram e foram direto ao palácio presidencial.
Chegando lá, Clinton deparou-se com duas grandes poltronas, posicionadas frente a frente. Os dois se sentaram e foi então que Clinton percebeu que, na poltrona de Saddam, havia três botões próximos à sua mão.
Clinton fica desconfiado, mas decide que a paz é um assunto muito importante e deveria ser discutido mesmo estando ele receoso. Quando Clinton começa a falar, Saddam pressiona o primeiro botão; subitamente, uma mão mecânica surge e prende Clinton pelas bochechas, dificultando a sua fala.
Saddam não se contém e cai na gargalhada, mas Clinton, mesmo embaraçado, decide continuar, afinal a paz é importante.
Saddam pressiona, então, o segundo botão. Subitamente, uma perna mecânica, com uma enorme bota, chuta Clinton na bunda. Saddam novamente começa a rir, apoiando-se nos braços de sua poltrona, batendo os pés no chão e balançando a cabeça "como uma criança", olhando para o teto.
Clinton agora, rubro de vergonha, decide mais uma vez tentar a paz, é quando Saddam, finalmente, pressiona o terceiro e último botão, e outra perna mecânica, com uma enorme bota, chuta Clinton em suas particularidades (nem tão particulares assim). Clinton cai de joelhos e em seguida rola por sobre o tapete vermelho do palácio de Saddam para deleite do ditador, cujas gargalhadas podiam ser ouvidas por todos os corredores.
Clinton percebe então não ser possível dar continuidade à conversa, levanta-se e volta para Washington. Um mês depois é a vez de Saddam ir à Casa Branca para discutir a paz.
Chegando lá, os dois se cumprimentam e vão direto à sala presidencial. Saddam então depara-se com duas poltronas frente a frente, a de Clinton com três botões. Ele então prepara-se para a vingança americana.
Quando Saddam começa a falar, Clinton pressiona o primeiro botão; Saddam se contrai de súbito, mas nada, absolutamente nada acontece. Clinton abre uma enorme gargalhada, Saddam não entende, mas decide continuar a discutir a paz.
Clinton então pressiona o segundo botão. Saddam pula da sua poltrona, mas, novamente, nada acontece. Dessa vez Clinton é quem bate com os pés no chão, contendo-se para não se mijar. Saddam, perplexo, volta ao seu lugar e tenta retomar o diálogo.
Clinton então pressiona o terceiro botão. Saddam, mais uma vez, pula, mas nada, nada acontece. Clinton cai no chão e rola por trás do birô, vermelho e sem ar de tanto rir.
Saddam, indignado, olha para ele e diz:
— Se é dessa forma que o senhor se porta, eu volto ao Iraque!
E Clinton, com lágrima nos olhos, de tanto rir, pergunta:
— Que Iraque?
