Criador de canários
Um caipira morador do interior da Bahia criava um canário belga. O verdadeiro animal de estimação. Durante os domingos, ele levava o animal na gaiola para passear. Certo dia, quando caminhava pela praça principal do bairro onde morava, percebeu uma movimentação diferente. Encostou na multidão e presenciou uma briga de canários. Logo recebeu um convite para colocar o seu animal de estimação para enfrentar um duelo. Inicialmente criou resistência, porém, diante de tantos apelos, aceitou o desafio. O combate não durou mais de 15 segundos, pois seu canário devorou o adversário rapidamente. Parecia que o animal já tinha sido treinado. Em seguida apareceu outro desafiante, que teve o mesmo destino. Considerando que a cada luta existiam apostas e que o canário vencedor levava um percentual, o caipira imediatamente ficou interessado. Assim, o animal que a princípio era apenas um animal de estimação tornou-se um ganhador de torneios. Com a fama, o caipira recebeu um convite para um torneio que aconteceria em São Paulo. Nesse momento ele já havia se tornado um viciado, logo não poderia rejeitar tal convite. Ao embarcar no aeroporto de Salvador, recebeu uma gaiola coberta para levar o pássaro. Embarcou e sentou na poltrona, quando percebeu que ao seu lado existia um cidadão com uma gaiola coberta. Como o seu vício era enorme, assim que a aeronave levantou voo, ele questionou ao seu vizinho se ele também estava indo para o mesmo torneio. O cidadão respondeu que não. Contudo, o caipira não se conteve e o convidou para um combate. Assim, ele cuidadosamente retirou o canário da sua gaiola e colocou dentro da gaiola do vizinho de poltrona, sem retirar o pano de cobertura, pois os demais passageiros não poderiam presenciar o desafio. Não levou cinco segundos e todo o avião ouviu o grito de um pássaro. Então o caipira acrescentou:
— Foi a luta mais rápida. O meu é belga e o seu?
— Angorá...
