Bêbado dormindo no banco da praça
O meu amigo tinha o costume de todos os dias chegar em casa bêbado.
A sua esposa foi se enchendo, quando foi um certo dia ele chegou na madrugada miando de bêbado.
A esposa, fudida da cara, falou para ele:
— Paulinho, hoje você não dorme em casa, você vai dormir na rua hoje.
E ele obedeceu a esposa, por mais que estava bêbado, ele acabou indo dormir no banco da praça. Mas, meus amigos, ele tinha no pulso um relógio Rolex banhado a ouro, que tinha ganho do pai de presente. Aquele relógio era seu chodó, pois seu pai já estava falecido, era toda a lembrança que ele tinha quando olhava para aquele relógio.
Meninos, para encurtar a estória, ele adormeceu no banco da praça bêbado como gambá, quando acordou, cadê o relógio? Ele se desesperou: cadê meu relógio Rolex que ganhei de meu pai?
E próximo dali tinha uma padaria, e ele resolveu ir até lá para tomar um café. A padaria estava cheia, ele entra e vê em um canto um negão tomando café num canto, ele olha no braço do negão e vê o seu relógio, e a coragem de ir até lá e dizer que aquele relógio era seu, isso que ele conheceu o seu relógio.
E ele, para chamar atenção do negão e dizer que o relógio era dele, ele usou de arte manha, foi até ao meio do pessoal e falou:
— O moreno, este relógio é meu.
O moreno retrucou:
— Esse relógio é seu?
Ele falou:
— Sim.
O Paulinho perguntou ao moreno:
— Veja se ele tem um risco embaixo da caixa.
O moreno olhou e disse:
— Tem.
Nisso o Paulinho se sentia firme, todos olhando para ele e o negão. Nessas alturas o Paulinho já estava pego no braço do negão e tornou a perguntar:
— Veja se o vidro está trincado.
O negão respondeu:
— Está.
Aí o Paulinho disse:
— Tá vendo que este relógio é meu.
Nisso todos estão de olho no negão.
E o Paulinho, segurando o braço do negão, perguntou a ele aonde ele tinha conseguido aquele relógio, e o negão respondeu a ele:
— Meu amigo, estava eu vindo do trabalho de madrugada, quase amanhecendo o dia, eu ia passando na praça, tinha um filha da puta bêbado dormindo no banco, no que eu fui passando ele me pediu para dar uma enrabada nele. Quando eu terminei de comer o cu dele, ele não tinha nada para me dar e me deu este relógio.
O Paulinho olhou pro negão e para o pessoal que tinha ouvido a estória e respondeu:
— Olha, parece o meu relógio, é parecido como uma gota, mas não é o meu não.
