As correias
Num julgamento de um estuprador, a vítima faz sua declaração se derramando em lágrimas:
— Eu estava (chuif!)... esperando um táxi no cruzamento da Av. Paulista (chuif!)..., quando finalmente peguei um. Falei para o motorista (chuif!)... me levar até a Faria Lima (chuif!)... Ele pegou a Rebouças (chuif!)... mas, de repente (chuif!)...(chuif!)... ele entrou num beco deserto, parou o carro (chuif!)... me agarrou e prendeu minha (chuif!)... perna direita (chuif!)... numa daquelas correias que fica ao lado da porta (chuif!)...(chuif!)... e depois prendeu a outra na outra correia. Daí (chuif!)...(chuif!)... daí BUÁÁÁÁÁ!!!
De repente, ouve-se uma gargalhada alta lá no fundo do auditório:
— QUÁ! QUÁ! QUÁ! QUÁ! QUÁ!... QUÁ! QUÁ! QUÁ! QUÁ!
— Queira se apresentar o responsável por essa risada! — disse o juiz.
— Desculpa aí, ô gajo juiz — disse o português lá de trás —, é qui sou taxista há mais de 20 anus e só agura descubri pra que servem essas tais curreias qui ficam ao lado das purtas, ó pá!
