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Aniversário ou casamento?

Piada de Caipiras

Dois caipiras vinham da vila de madrugada, de volta pra casa, bêbados até não querer mais. Por aquela estrada de terra, um escuro danado, mal dava pra ver o caminho só pelo claro das estrelas.
Vinham cambetiando e andando em zigue-zague até que chegaram ao final de uma subida e avistaram na paisagem escura uma luzinha lá na frente, e um deles disse:
— Zé, óia, luz acesa inté de madrugada, deve di sê argum niversário, né não?
O outro respondeu:
— Hum hum! Acho não, Tião, pra sê inté estas hora, discunfio qui é casamento.
— Sendo casamento ou não, cum certeza deve di tê pinga tumem, aí a gente toma mais uma e dispois caba de chega em casa, né?
O outro responde:
— Mais i é memo! Vamo lá!
Então os dois apertaram o passo e finalmente chegaram na porteira do sítio e notaram que tinha muitos carros estacionados no pasto antes da casa, e até comentaram:
— A festa parece das grande, eita!
Acabaram de chegar e não notaram que na verdade se tratava de um velório, e como todos estavam calmos do lado de fora da casa conversando descontraidamente, eles nem imaginavam, até que o Tião disse ao amigo Zé:
— Zé, eu vô fica aqui fora tomando uma fresca e ocê vai lá dentro e trais pinga pra nois, né!
— Tá bão! — disse Zé, e lá foi ele.
Logo depois ele voltou com duas pingas e entregou uma a seu amigo, e tomaram numa talagada só, e daí Zé, enxugando o beiço, disse para seu amigo Tião:
— Num falei qui era casamento!
— Cumé qui sê sabe, sô? — perguntou Tião.
— Ué, vai lá dentro i vê o tamaim do bolo.

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  1. Caipira rico

    O caipira desce do ônibus na Rodoviária de São Paulo e começa a caminhar pela cidade. Diante de uma grande lixeira pública, para, lê atentamente a frase "Colabore com a Limpeza Pública", tira a carteira, pega uma nota de 10 reais e enfia na lixeira.

  2. Os paulistanos e o caipira

    Um grupo de paulistanos foi até uma fazenda no interior para uma pescaria.
    No meio da pescaria surge um caipira e fica observando o grupo. Passam-se meia hora, uma hora, duas horas e o caipira lá, no mesmo lugar, sem dizer uma palavra.
    Cansados de ver o caipira de pé sem dizer e fazer nada, um membro do grupo diz:
    — O senhor não quer sentar aqui conosco para poder pescar também?
    O caipira, com toda a sua simplicidade, responde:
    — Não, senhor, eu não tenho paciência!

  3. A comparação

    Havia dois caipiras andando quando, de repente, passa por ali um avião.
    E um deles grita:
    — E aí, Araújo!
    E o outro pergunta:
    — Você conhece ele?
    E o outro responde:
    — Não! Mas quem vive no mar é marujo e quem vive no ar deve ser Araújo!

  4. O cavalo desgovernado

    Certo dia o compadre Zé foi no sítio de seu melhor amigo e lá tinha um cavalo desgovernado. Aí o Zé falou:
    — Deixa eu dar uma volta nesse cavalo.
    — Não, você não dá conta de andar nesse cavalo.
    — Dou sim.
    — Então tá bom, mas eu vou te ensinar algumas regras. Para ele andar, você diz "graças a Deus", e para ele parar, você diz "puta que pariu".
    E lá vai o Zé: "Graças a Deus". E o cavalo anda. Mais à frente tem um buraco gigante e ele diz "puta que pariu", e o cavalo para em cima do buraco, e o Zé diz:
    — Graças a Deus.
    E o cavalo pula no buraco.

  5. Caipira no banco

    O caipira foi pela primeira vez ao banco para abrir uma conta para receber sua aposentadoria.
    O funcionário teve que entrevistar o novo cliente para preencher sua ficha de adesão, sendo este, pois, analfabeto.
    Após responder as perguntas básicas (nome dos pais, endereço, documentos etc.), chegou a hora do caipira dizer o nome de pessoas íntimas para o banco registrar como referência.
    O atendente pergunta:
    — Por favor, diga o nome de duas pessoas conhecidas.
    O caipira devolve sem pestanejar:
    — Pelé e Robertus Carlus!!!

  6. Primos caipiras no exército

    Numa cidade do interior de Minas, dois primos que tinham se alistado foram se apresentar no exército. Estavam no pátio quando chegou o coronel e perguntou para o primeiro: — Qual o seu nome? — Meu nome é Tonho. — Quando alguém aqui dentro lhe fizer esta pergunta, responda: meu nome é Antônio, senhor. Responda. — Meu nome é Antônio, senhor. — Muito bem, Antônio. O que você veio fazer aqui? — Vim porque me mandaram. — Quando alguém aqui dentro lhe perguntar o que veio fazer aqui, responda: vim servir a pátria, senhor. Responda. — Vim servir a pátria…

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