A galinha
Certo dia, Zé foi dormir. Deu boa noite à sua mulher e dormiu.
Quando acorda, Zé se sente leve demais, olha pra frente e dá de cara com um sujeito barbudo e pergunta:
— Ei! Quem é você? O que você tá fazendo no meu quarto?
O sujeito responde:
— Eu sou São Pedro, e você não está no seu quarto, você está no céu.
Zé fica desesperado:
— Não é possível, eu não posso morrer! Por favor, São Pedro, faça eu voltar!
E São Pedro:
— Meu filho, você só poderá voltar se for na forma de cachorra ou... galinha.
Zé fica pensativo... "Cachorra é foda, na época do cio vários cachorros enrrabam ela; já a galinha, eu nunca vi pau de galo, deve ser pequeno..."
E responde rapidamente:
— Eu quero voltar como galinha!
Num piscar de olhos, BUUUMMM! Zé se vê num galinheiro, olha para si e tem a confirmação:
— CARALHO! Có virei galinha, có!
Quando Zé olha pra frente, vê o galo vindo na sua direção...
— Có caralho, o que que eu có faço có có agora?
E o galo pergunta:
— Có, você é nova aqui có no galinheiro, có certo?
E Zé diz:
— Sim, có sou, có sim. Caralho, có não paro de có cacó carejar!
E o galo vai dizendo logo as regras do galinheiro:
— Bom, có, aqui só tem duas có cópções: ou você vai para có a ala das reprodutoras ou para a ala das poedeiras.
E Zé pensa: "Se eu for para a ala da reprodução vou ter que dar para esse galo... mas também não sei botar ovo..."
— Bom, seu có galo, eu não sei botar ovo, có.
E o galo prontamente se dispõe a ensinar Zé (a galinha) a botar ovo:
— Bom, có, o negócio é o seguinte, có: senta aí, levanta a asinha esquerda duas vezes e faz cócó.
E Zé segue os passos que o galo lhe disse e PLOC, sai o ovinho. Zé se empolga e tenta mais uma vez e PLOC, sai outro ovinho.
— Porra, có, tô começando a gostar desse negócio cócó de ser galinha.
Quando Zé começa a fazer mais uma vez outro ovinho, ouve o grito da sua mulher:
— PORRA, Zé, acorda, SEU FILA DA PUTA! Tá cagando a cama toda.
