Zé do Ar
O Zé se casou e, depois de quatro meses de casamento, sua mulher apresentou todos os sintomas de gravidez e passou, daí em diante, a fazer o pré-natal. No dia da cirurgia, o médico, ao lhe cortar a barriga, deu um assopro e não tinha bebê nenhum. O Zé veio para casa muito triste. Depois de três meses, sua mulher engravidou e aconteceu a mesma coisa. Na sua barriga só tinha vento, apesar de os exames comprovarem gravidez. Isso se repetiu mais uma vez. Daí em diante, o povo da cidade passou a lhe chamar de Zé do Ar, o que lhe causou uma frustração muito grande e, por não suportar mais as gozações, decidiu que iria matar o primeiro que lhe chamasse de Zé do Ar e, para tanto, comprou um revólver. Antes, porém, resolveu contar sua intenção ao padre. Entrou na igreja e disse ao padre que iria matar a primeira pessoa que fizesse a gozação. O padre lhe deu vários conselhos e, aparentemente, o Zé se arrependeu, agradeceu ao padre e foi-se embora. Entretanto, dois minutos depois, o padre ouviu um tiroteio danado na frente da igreja. O padre foi constatar e lá estava o Zé do Ar com a arma em punho, um homem e uma bicicleta caídos ao chão. O padre, então, perguntou ao Zé o que estava acontecendo, ao que o Zé respondeu:
— Seu padre, me chamar de Zé do Ar tudo bem, mas pedir meu pinto emprestado para encher o pneu da bicicleta...!
