Sempre livre
Depois de dez dias no mar, sofrendo o diabo num porão de terceira classe de um cargueiro, Manoel e Joaquim finalmente chegam ao porto do Rio de Janeiro. Cansados, sujos, com fome, descem em terra e conferem as economias: 3 míseros dólares. Mesmo assim, Manoel resolve fazer compras. Volta meia hora depois, todo feliz, com um pacote de Sempre Livre nas mãos.
— Você enlouqueceu, homem! O que é que vamos fazer com isso? — pergunta Joaquim.
— Louco estás tu, homem! — responde Manoel. — Está escrito cá na caixinha que com isso a gente pode nadar, jogar tênis, andar a cavalo, ir à praia... Queres vida melhor?
