Piloto tchê
O gaúcho chegou em um bar e disse:
— Me dá uma pinga cheia, tchê!
O dono do bar o serviu, e ele pegou o copo, virou de uma só vez, fez um gargarejo com a pinga e cuspiu, dizendo:
— Piloto, tchê!
Em seguida pediu outra pinga, fez o gargarejo, cuspiu, dizendo:
— Piloto, tchê!
Depois de ter repetido o ato por umas seis vezes, o dono do bar, indignado, chamou a atenção do gaúcho, dizendo:
— Gaúcho, você tá louco? Por que bebe a pinga, faz gargarejo, cospe e diz "piloto, tchê"?
O gaúcho respondeu:
— Mas barbaridade, tchê, nem te conto... Vinha eu caminhando pela estrada quando avistei uma jamanta, pedi uma carona e o motorista parou. Entrei, fiz amizade fácil, era um paulista que vinha de longe carregado de madeira. Chegando naquela baixada da ponte estreita, que só passa um de cada vez, ele me solta a jamanta na banguela e de encontro me vem outra. Eu disse:
— Não passa, tchê!
O paulista disse:
— Passa!
E eu disse:
— Não vai passar, vamo se acabar, tchê!
Ele disse:
— Passa!
E me propôs uma aposta: se passasse, eu fazia uma "chupeta". Sabendo que nóis ia se acabar, topei. Mas me outra pinga, "piloto, tchê"!
