O vaqueiro
Um sujeito morador de uma fazenda, na qual ele era vaqueiro, lá um belo dia teve uma festa de rodeio na cidade. Ele celou o seu cavalo, se mandou pra festa, e como todos sabem nessas festas tem muitos camelôs vendendo de tudo. Quando ele sai de volta pra casa já era tarde, ele já sentia fome, comprou de um camelô um pacote de biscoitos de Maria, aquele redondinho. Quando já estava de saída, ele viu um espelhinho de bolso também redondo, comprou e colocou junto com o pacote de biscoito e foi simbora, comendo seu biscoito. Já era noite e ele, comendo os biscoitos, não viu e comeu o espelho também. Chegando em casa já tarde da noite, foi logo dormir e se esqueceu do espelho.
Ao amanhecer o dia, ele acordou com uma vontade de soltar o barro danada. Foi lá no mato, se agachou e começou a fazer força, e fazia força e nada da merda sair. Já estava que não se aguentava mais de dor na barriga, então resolveu chamar o compadre dele, que também era vaqueiro, para ajudá-lo. Falou pro compadre:
— Oia, compadre, eu já tô aqui faz mais de hora fazendo força pra dar uma cagada e num sai nada, sô. Dá uma oiada aí atrais pra vê o que qui tem aí, sô.
O compadre falou pro outro:
— Entonce ocê vira a bunda pro meu lado que eu vô oiá.
Quando ele viu, falou:
— Eta, compadre, tem um vaquero lá dentro, sô.
Aí o outro falou:
— Compadre du céu, pela amor de Deus, fala pra esse infeliz desse vaquero pra ele tirar o meno as ispora, si não ele me mato, sô.
