O sujeito
Joãozinho só tirava notas baixas na escola, mas era muito esperto. Certo dia, a professora quis ensinar o sujeito da oração.
— Quem sabe o que é sujeito da oração?
Joãozinho logo se levantou:
— É o Padre Lino, "fessora"!
A professora se espantou, e Joãozinho disse:
— É, professora! Ele que é "bamba" nas orações!
A professora falou para deixar para lá e começou a dar a lição. Escreveu na lousa: "O menino tirou nota zero". Ela perguntou quem era o sujeito, e um aluno falou:
— Só pode ser o Joãozinho, fessora!
Joãozinho (o pior da turma) se enfureceu e disse para o menino:
— Me diz onde está o sujeito dessa frase: "o menino sentou a mão na "oreia" do otro"!
A professora pediu calma e perguntou:
— E o sujeito composto, alguém sabe?
Joãozinho se levantou e falou:
— É o Divino Barbosa!
A professora se espantou:
— Quem? Onde? Divino Barbosa?
Joãozinho falou:
— É que o Divino Barbosa é o dono do posto de gasolina! Ele é um sujeito "com posto"!
A professora falou "esqueçam" e perguntou:
— E o sujeito inexistente?
Joãozinho falou:
— O Papai Noel!
A professora falou:
— O Papai Noel, Joãozinho?
Joãozinho respondeu:
— É! Ele não existe!
A professora escreveu na lousa "chove lá fora" e explicou que não havia sujeito naquela frase.
Quando a aula terminou, a professora falou que eles podiam ir embora, mas Joãozinho falou que não. A professora perguntou "por que", e Joãozinho respondeu:
— Por causa do sujeito inexistente!!
E estava chovendo lá fora!
