O papagaio aleijado
O sujeito entra em uma loja de animais para escolher um bichinho de estimação. Quando está tentando se decidir, escuta alguém lhe chamando:
— Psiu, psiu.
O homem olha para todos os lados e, quando bem em um canto da loja, vê um papagaio. Ao se aproximar do bicho, ele pergunta:
— Loro, você fala?
E o papagaio responde:
— Eu falo, canto, declamo, faço o que você me pedir, mas por favor me leva.
— Mas se você é tão bom assim, por que nunca foi vendido?
— O problema é que eu sou aleijado, não possuo os dois pés.
— Mas se você não tem pés, como é que consegue ficar pendurado no puleiro?
— É que eu tenho um pinto muito grande, engancho ele no puleiro, só que você não vê por causa das minhas penas.
O sujeito levou o papagaio para casa e teve com o bicho uma amizade muito grande. Certo dia, ao voltar do trabalho, encontrou o papagaio caído no fundo da gaiola e com uma cara de triste. Perguntou:
— O que foi que aconteceu, Rico?
— Patrão, eu vi uma coisa terrível.
— O que foi que você viu?
— Eu vi o porteiro bater na porta e, no momento em que sua mulher foi atender, ele já entrou arrancando a roupa dela.
— E o que mais que você viu?
— Eu vi ela arrancando a roupa dele.
— E o que mais que você viu?
— Eu vi eles se abraçando, se beijando e, de repente, ele pegou ela no colo e jogou no sofá.
— Depressa, Louro, me diga o que mais que você viu?
— Aí, patrão, eu não vi mais nada, porque me endureceu o pau e, infelizmente, eu caí do puleiro.
