O genro
O gaúcho criado em Bajé a bago de touro e leite de égua, mais grosso que dedo destrocado, faz fortuna e vai para a capital, onde a filha entra na faculdade. Com o passar dos anos, o tchê bagual percebe que a filha não arruma namoro, o que fica feio para a reputação da família.
Mas percebe que todo dia, após a filha chegar da faculdade, escuta um ruído trunnnnnnnnnnnnnnnnn, e esse trunnnnnnnnnnn se repete dia após dia. Um belo dia, o gaúcho entra no quarto e encontra a filha com um vibrador e pergunta, abagualado de raiva:
— Mas o que é isso, minha filha?
— Ah, pai, é um vibrador!
— Mas por que isso, tchê?
— O senhor sabe, hoje em dia tem as doenças, né, compromisso...
— Tá bom, tu que sabe!
No outro dia, a filha chega da faculdade e encontra o pai tomando chimarrão e o vibrador à sua frente, acomodado em uma cadeira à sua frente. Se assusta e grita:
— Mas o que é isso?
— Calma, minha filha, só tô tomando um mate com meu "genro".
