O baú
Certo dia, Clotilde estava em casa com seu amante, naquele pega-pega, naquele vai não vai, naquele reboliço, quando, de repente, seu marido bate na porta: toc, toc, toc.
— Calma, meu bem, já vou abrir.
Desesperada, tenta esconder o amante, olha embaixo da cama e percebe que não ia dar certo, lembra-se do baú com um furo em cima e pede para que ele se deite lá e coloque o Zezão para fora, que ela iria sentar em cima.
Entra seu marido já com a arma em punho, desconfiado de que havia um homem em sua casa, querendo matá-lo a qualquer custo. Sua esposa, já sentada no baú, diz:
— Calma, meu bem, você está muito nervoso...
— Não, não tenho que matar esse vagabundo!
Percebendo que não estava mais no local do crime, diz o marido revoltado:
— Tenho que dar um tiro em alguém!
Sua esposa, muito esperta, diz:
— Meu bem, por que não tenta acertar aquela estrela lá no céu?
O marido, para descarregar seu revólver, aceita e começa a atirar: tá... tá... tá... E sua esposa, em cima do baú, fazendo movimentos para cima e para baixo, dizendo: erro... erro... erro... erro.
