Nada é o que parece
Nada é o que parece.
A cada minuto que se passava, ouvia-se passos ao meu lado, e aquilo me deixava assombrada cada vez mais. E mais corpos espalhados por várias mesas, todos numerados, e alguns mutilados, sem membros ou cabeça. E no imenso silêncio que ali existia, às vezes era quebrado, que se mantinha em um mesmo ritmo, porém às vezes mais forte ou mais fraco. E, aproximadamente 10 minutos depois, uma voz grave ao fundo disse:
— Tudo bem, terminou a prova prática de anatomia, devolvam as folhas.
(Autora: Carla Martins de Moraes)
