Lógica
Por uma rua de Portugal, lá pelas dez horas da noite, vinha o Francisco voltando para casa quando encontra o Manuel:
— Ô Manel!
— Ô Chico! Chico, que fazes a esta hora na rua, ô gajo?
— Estou a voltar do curso de computação!
— E este livro debaixo do braço, o que é?
— Ah, este é um livro de lógica! — respondeu o Francisco.
— E o que vem a ser lógica, ô Chico?
— Bem, lógica... Vou te dar um exemplo! Tu tens aquário, ô Manuel?
— Tenho — respondeu o Manuel.
— Então, se tu tens aquário, tu tens filhos, que ficam a ver os peixinhos, não é?
— É — respondeu o Manuel.
— Bem, se tu tens os filhos, é porque tens mulher, a qual fizeste os filhos, não é?
— É — respondeu o Manel.
— Pois bem, isto é sinal que tu não és viado! Isto é lógica!
— Muito bem — disse o Manuel. — Isto é muito interessante, acho que vou fazer um curso de computação também.
Passado uns tantos meses, estava lá o Manuel terminando o dito cujo curso, quando encontra um outro amigo na saída.
— Ô João, como vai?
— Ô Manuel, eu vou bem! Que estás a fazer a estas horas da noite na rua? — pergunta o João ao Manuel.
— Voltando do curso de computação — responde o Manuel!
— E este livro debaixo do suvaco, o que é?
— Ah, este é um livro de lógica — respondeu o Manel.
— E o que vem a ser lógica? — pergunta o João.
— Bem... tu tens aquário?
— Não!
— Ah, então tu és um viado!!!!!!!
