Gaúcho fofoqueiro
Certo dia, estava o gaúcho em casa, triste e solitário, pensando na vida, e de repente ele sentiu uma vontade imensa de dar o cu.
Mas, como não tinha ninguém para dar, ele resolveu ligar para um compadre dele; pelo menos o segredo seria mantido.
Minutos depois, o compadre dele chegou em sua casa e foram pro rala e rola.
No outro dia, a cidade inteira, por onde andava o gaúcho, o pessoal comentava o acontecido na noite anterior.
Envergonhado, o gaúcho arrumou suas trochas e partiu; foi morar no Nordeste.
Anos depois, estava o gaúcho tomando uma cachaça em um bar em sua nova cidade quando, de repente, entra um outro gaúcho conhecido, que o conhece, e pergunta:
— Tchê, e que fazes por aqui?
O gaúcho lhe diz:
— Mas bah, o que você faz tão longe do Rio Grande amado?
— Estou me mudando pra cá. E você, gaúcho velho, o que fazes aqui, tchê?
— Pois é, tchê, a minha história é triste. Estava eu um dia solitário e me deu vontade de dar o cú. Como não queria que ninguém soubesse, liguei pro meu compadre pensando ser seguro, porque achei que ia ficar entre nós, mas o compadre véio fofoqueiro de dar dó espalhou pra cidade inteira que tinha me comido o cu. Foi uma humilhação total, tive que sair da cidade e acabei vindo pra cá. Mas e você, amigo, o que fazes aqui?
— Mas bah, tchê, comigo aconteceu a mesma coisa. Tava eu lá com uma vontade louca de dar o cú, como não achei ninguém pra dar, dei pra um cachorro mesmo. No outro dia cedinho tava toda a cidade sabendo. Foi uma vergonha total, acabei me mudando também.
— Mas bah, como a cidade ficou sabendo se cachorro não fala?
— Falar ele não fala, mas me arrastou pela cidade inteira.
