Freirinha brava
A freira pedia carona quando a loura parou sua Ferrari vermelha. Mandou a irmã entrar.
— Que belo carro a senhora tem! — comentou a freira.
— Deve ter trabalhado ardentemente para comprá-lo, não é mesmo?
— Não foi bem assim, não, irmã! — respondeu a loura. — Na verdade, eu ganhei de um empresário que transou comigo por um tempo.
A freira não disse nada. Olhou para o banco traseiro e viu um belo casaco de visom:
— Que casaco lindo! Deve custar uma fortuna...
— Na verdade, eu ganhei por causa de algumas noites que passei com um jogador de futebol.
A freira não falou mais nada durante a viagem. Chegou ao convento e foi direto para o seu quarto. Alguém bateu na porta minutos depois.
— Sou eu! O padre Afonso!
Num acesso de raiva, a freira atirou uma bacia de água quente contra a porta:
— Vá embora, seu pão-duro. Fora! Cansei das suas balinhas de menta!!!
