Falando com F
Certo dia, num restaurante, entra um sujeito que logo se senta e se serve do cardápio.
Após alguns minutos, o freguês ainda anônimo levanta o braço e diz ao garçom:
— Faz favor, fineza.
O garçom se aproxima e lhe pergunta:
— O que o senhor deseja almoçar?
E o elemento responde:
— Fígado de frango frito, feijoada e farofa.
O garçom, meio sem jeito, diz que o fígado de frango acabou, pedindo que ele escolhesse outro prato para substituir aquele que não tinha.
O sujeito então diz ao garçom:
— Filé de frango com fritas, feijoada e farofa.
— E para beber? — pergunta o garçom.
E o sujeito:
— Fanta.
— Que tipo de sobremesa?
— Frutas frescas — responde o cara.
— Que fruta?
— Figo.
Após a refeição do elemento, o garçom, ainda atencioso, pergunta ao freguês muito estranho:
— Gostaria de um cafezinho?
E o sujeito diz:
— Forte e fervido.
O garçom, meio indignado com ele por dizer tantas palavras com F, começa a puxar papo com o cara:
— E então, como estava o café?
— Frio, fraco, fedido, com formiguinhas fofoqueiras fazendo fofoca no fundo.
O garçom não se contenta e continua a lhe fazer perguntas só para ver até onde vai o repertório de Fs do sujeito:
— O senhor trabalha?
E o sujeito:
— Fui ferreiro.
— O que o senhor fazia lá?
— Fazia ferradura, frigideira, foice, faca, facão, fita de ferro, forquilha, forma, ferrolho...
— Por que o senhor não é mais ferreiro? — pergunta o garçom.
— Faliu a ferraria.
— Por quê?
— Faltou ferro.
— Qual o nome da ferraria?
— Ferraria Fernandez.
— O senhor estuda?
— Fiz faculdade.
— De quê?
— Farmacêutica.
— Qual faculdade?
— Fupesp.
— Se eu estivesse com uma infecção, qual remédio me receitaria?
— Fenarem ou Fernidal.
— O senhor tem carro?
— Fora o Fiat Fiorino, financiei em fevereiro um Ford Fiesta.
— O que acha dele?
— Fantástico.
— A propósito, qual seu nome?
— Fábio Fabiano Ferreira Filho.
— O senhor faz sempre estas gracinhas com a letra F?
— Faço — diz o freguês.
— Qual time do coração?
— Flamengo.
— O que gosta de fazer quando está livre das ocupações do dia a dia?
— Ficar folgado.
Aí o garçom ficou puto da vida e disse a ele:
— Se você falar mais dez palavras com F, não precisa pagar a conta.
O sujeito enche o peito e começa:
— Fico feliz fazendo falcatruas, faço na face do fulano que finge não ficar furioso.
O garçom, percebendo que perdera a aposta, tenta roubar do cara dizendo a ele:
— Hei, faltou uma palavra.
O cara olha para o garçom e diz:
— Foda-se!
Ass.: Geléia.com
