Dando bandeira.
Mônica Lewansk entra numa sala e de fora pode se ouvir o seguinte diálogo:
— Vamos começar?
— Não sei, estou com medo!
— Medo de quê?
— Medo de doer.
— Um dia você vai ter que deixar.
— Acho que não.
— Confie em mim. Eu vou de vagar.
— Como fico?
— Nessa posição.
— Assim?
— Abra mais um pouco.
— Ai, está doendo.
— Aguenta firme, não posso parar.
— Não posso aguentar mais.
— Abra mais.
— Está doendo.
— Vou tirar.
— Que alívio!
— Até que não fomos mal!
— Ai, está sangrando.
— Sempre sangra um pouco.
— Está parando. Que bom... OK, doutor, quando volto pra arrancar o outro dente?
(Hummm... Já pensou sacanagem, né)
