Cumadre
Numa fazenda em Minas Gerais, um compadre viúvo era doido com a comadre. Ele, numa sem-jeiteza danada para chegar na comadre, elaborou um plano: na hora que o compadre viajasse, ele iria lá pedir alguma coisa.
No mesmo dia ele foi na fazenda do compadre especular que dia o compadre iria viajar. Ficou sabendo que seria daí a uma semana. Logo se empougou todo.
Na semana seguinte, o compadre foi até a casa da comadre e pediu um carro de boi para ele puxar madeira.
A comadre emprestou.
Ele pegou os bois, encaixou o carro de boi neles e perguntou o nome dos bois.
A comadre falou:
— Paraná e Rochedo.
Ele saiu cantando e lá na frente falava com os bois:
— Fasta, Paraná, vem cá, Rochedo, tô com vontade de pedi pa cumê a comadre, mas tô com medo.
E repetiu isso umas três vezes.
Daí a pouco, quando passou perto da sede, a comadre falou:
— Fasta, Rochedo, vem cá, Paraná, é só pedi que a comadre dá...
