Azul de metileno
Final do ano letivo. A professora de artes dá o seguinte recado à turma:
— Amanhã farei uma avaliação com vocês e perguntarei para cada um da sala uma cor. Quem não responder ou repetir uma cor ficará de exame final. Começarei pela ordem de fileiras, a partir da fileira da porta.
Dado o recado, Joãozinho chega em casa desolado e pede ajuda ao seu pai:
— Pai, tô fudido amanhã na escola...
— Por quê, meu filho?
— A professora vai perguntar o nome de uma cor pra cada aluno, e eu vou me ferrar...
— Oras, diga uma cor qualquer como azul, amarelo...
— Mas eu sou o último aluno da sala pela ordem de fileiras, e todo mundo já vai ter dito as cores que eu sei...
O pai, vendo o desespero do filho, pensou muito e disse:
— Já sei uma cor que ninguém vai saber: azul de metileno, você vai tirar 10!
— Valeu, pai!
No dia seguinte, Joãozinho estava tranquilo, pois sabia o nome de uma cor muito rara. Chegada a hora da prova, a professora começou a perguntar:
— Mariazinha!
— Amarelo.
— Azul.
— Verde...
E por aí foi. Quando a professora fez a pergunta para o penúltimo da sala, um pretinho perebento que sentava na frente do Joãozinho, a resposta foi:
— Azul de metileno, professora!
O Joãozinho ficou fudido, sem reação, com ódio do moleque, quando a professora perguntou-lhe:
— E você, qual é a sua cor?
— Preto filha da puta!!!
