As sandes
Estava na hora do almoço das obras de um hotel, e estavam um alentejano, um portuense e um lisboeta.
O alentejano disse:
— Se amanhã eu trouxer outra vez uma sandes de frango, atiro-me do 4º andar.
O portuense disse:
— Se eu trouxer outra vez uma sandes de fiambre, atiro-me do 4º andar.
E finalmente o lisboeta disse:
— Se amanhã eu trouxer uma sandes de queijo, atiro-me do 4º andar.
E assim foi: no dia seguinte, o alentejano trouxe uma sandes de frango, o portuense uma sandes de fiambre e o lisboeta uma sandes de queijo, e atiraram-se todos do 4º andar.
No funeral, a mulher do alentejano disse:
— Tu podias ter dito que não gostavas de sandes de frango.
A mulher do portuense disse:
— Tu podias ter dito que não gostavas de sandes de fiambre.
E a mulher do lisboeta disse:
— Eu não sei por que é que o meu marido morreu. Era ele que fazia as suas sandes...
