As bolinhas do presidente
Uma velhinha chegou ao Planalto Central e pediu a uma secretária que a deixasse ver o presidente. A secretária pegou o telefone e perguntou ao presidente se ele queria ver a velhinha; ele respondeu que tudo bem. Ao entrar, a velhinha disse:
— Senhor presidente, eu aposto 5.000 reais que suas bolinhas são quadradas.
— Minha senhora, eu não posso aceitar esta aposta, pois tenho certeza de que elas são redondas, e depois o povo diz que eu é que roubo.
— Mas, presidente, por favor... eu vou trazer o meu advogado como testemunha.
— Se for assim, tudo bem. Esteja aqui amanhã de manhã.
— Às nove horas estarei aqui com meu advogado.
E assim a velhinha foi embora.
De noite, o presidente, encucado, olhou-se no espelho, apalpou suas bolinhas e teve certeza de que eram redondas.
No outro dia, lá estava a velhinha com o seu advogado. Entraram:
— Bom dia, senhor presidente — disse a velhinha.
— Bom dia, vamos à nossa aposta.
— Claro. Eu posso ver as suas bolinhas?
— Ver?! Tudo bem — e baixou as calças.
— É, parecem redondas mesmo, mas só para ter certeza, posso apalpá-las?
— Apalpá-las?? Pode, pode sim.
A velhinha abaixou-se e começou a apalpar as bolinhas do presidente. E neste exato momento, o advogado, que até agora estava quieto, começou a gritar e a bater na parede. O presidente, preocupado, perguntou:
— Minha senhora, o que houve com o seu advogado?
— Não se preocupe, é que ontem eu apostei com ele 35.000 reais que hoje, às nove horas, estaria apalpando as bolinhas do presidente.
