A viúva
Uma viúva, após o enterro de seu marido, passa a frequentar diariamente o cemitério. O ritual é sempre o mesmo: se arruma elegantemente, perfuma-se, salta de seu automóvel, entra no cemitério, vai cautelosamente até o túmulo de seu finado marido, deposita algumas flores, sobe em cima, abaixa sua calcinha sensual, dá uma coçadinha na xoxota, toca uma siririca e, após gozar, dá uma mijadinha. O coveiro, que até então estava calado, tocando punheta atrás de um túmulo, um dia não resiste e pergunta:
— Madame, por que a senhora todo dia dá essa mijadinha no túmulo de seu marido?
— É que sinto saudades dele e todo dia venho visitá-lo e chorar em seu túmulo.
— Mas eu nunca vejo a senhora chorando, vejo a senhora mijando — diz o coveiro.
— Ué! A gente chora por onde sente saudades — retruca a madame com a mão na xota.
