A viagem
Certa vez um argentino, um brasileiro e um alemão viajaram para a Arábia, e chegando lá resolveram tomar uma cervejinha pra comemorar (o que é proibido na Arábia). Passando pela rua, um guarda os prende e os leva para o xeque os julgar.
O xeque os condena à prisão perpétua.
No aniversário da Arábia, o xeque resolveu ter piedade daqueles homens que não sabiam o que faziam, e diminuiu suas penas para apenas irem tomar vinte chibatadas cada um em praça pública.
E o dia de cumprir a pena era bem no aniversário da mulher do xeque, que o pediu para que concedesse um desejo a cada condenado. Então, na hora de cumprir a pena, o xeque chamou o alemão:
— Graças à minha mulher, eu concedo a você um desejo antes das chibatadas.
O alemão pensou e pensou e então pediu que lhe amarrassem dois travesseiros às costas. Seu desejo foi atendido, mas os travesseiros só aguentaram até a décima chibatada, se partiram e o alemão tomou dez chibatadas. E saiu carregado, chingando o xeque.
Chegando a vez do argentino, o xeque lhe disse:
— Graças à minha mulher, eu concedo a você um desejo antes das chibatadas.
O argentino, vendo a situação do alemão, pediu que lhe amarrassem três travesseiros às costas, mas os travesseiros só aguentaram quinze chibatadas e ele tomou cinco chibatadas. Saiu sendo carregado e chingando o xeque.
Então chegou a vez do brasileiro, para o qual o xeque disse:
— Graças à minha mulher, eu concedo a você um desejo, e graças ao seu país ser um grande país de belas morenas, te concedo dois desejos antes das chibatadas.
O brasileiro disse então:
— Xeque, eu me arrependo dos meus pecados e reconheço que devo levar não só vinte, mas sim cem chibatadas.
E o xeque disse:
— Olhem só, esse é um homem de coragem. Mas qual é seu segundo desejo?
— Amarra o argentino nas minhas costas.
