A aranha
Um cientista resolveu apresentar à comunidade científica e ao mundo em geral a sua genial descoberta de que a aranha ouve pelas pernas! Assim, reuniu-se com seus colegas em um centro de convenções e passou a fazer a sustentação de sua tese.
Tirou uma aranha de uma caixinha e, arrancando-lhe uma perna, ordenou:
— Ande, aranha!
E a aranha, colocada sobre a mesa, começou a andar. Em seguida, novamente pegou a aranha, arrancou-lhe a segunda perna e novamente ordenou:
— Ande, aranha!
E continuou arrancando as pernas da aranha, sempre ordenando que andasse e ela obedecendo, até que restaram apenas duas perninhas naquele pobre animal.
Continuando, arrancou uma delas e ordenou:
— Ande, aranha!
A aranha começou a rodopiar... mas andou!
Chegou, então, a vez da última perna: pegou a aranha com uma mão e com a outra arrancou-a num estalo. Em seguida, ordenou:
— Ande, aranha!
A aranha não se mexeu e ele repetiu, gritando:
— Ande, aranha!!
E a aranha continuou paradinha da silva.
Pegou um megafone, encostou-o na aranha e gritou:
— Aaannde, aranhaaaaaaaa!
E a aranha... nem aí!
Então, o nosso cientista virou-se para todos que ali estavam assistindo e falou com a mais absoluta segurança:
— Ela não está ouvindo, por isso ela não obedece!
