Um pouco pro santo
Lá em uma cidadezinha no interior, bem no meio do mato, tinha um butequinho. E nesse buteco tinha uma crendice: toda pinga que alguém iria tomar, tinha que jogar um pouco para o santo.
Um certo dia, um cara de outra cidade foi naquele buteco tomar uma. E disse ao dono do bar:
— Me vê uma cheia.
E o dono do bar serviu o cara. Só que o cara virou o copo e não deu o golinho do santo. Nisso uma pessoa falou:
— E o pouquinho pro santo?
O cara disse:
— Pro santo é isso aqui. E mostrou o dedão do meio, e seu dedo ficou duro, ninguém conseguia fazer voltar ao normal o dedo do cara. Só depois de muita reza é que conseguiram.
Mas tinha um velhinho só observando tudo o que tinha acontecido, daí foi ao balcão e pediu uma cheia. E tomou aquela pinga sem dar um gole ao santo, e um homem disse:
— O velho, cadê o pouco pro santo?
E o velho, mais que depressa, chacualhou o pinto e disse:
— O primeiro que rezar leva bala.
