Totó, caçador de onças
Zé e João resolveram sair para caçar onça e combinaram que Zé arrumaria o cachorro e João, as espingardas.
No dia combinado, João passa de carro às 6 da manhã na casa de Zé, que sai com um cachorrinho pequeno, um "pintcher", fraquinho, fraquinho.
Espantado, João pergunta se aquele é o cachorro?
Zé responde:
— Cachorro, não! Esse é o Totó, o maior caçador de onças do Brasil!!!
— Que isso, Zé? Nós tamos fudidos. A onça vai comer essa merda de cachorro de aperitivo e nós dois de almoço.
— Calma, João. Você não conhece o Totó.
E assim, foram para a mata. Totó à frente, os dois atrás, espingardas na mão, João morrendo de medo. Até que encontraram uma onça, esparramada em cima do galho de uma árvore. Zé disse:
— Eu vou subir, chacoalho o galho, a onça cai, o Totó imobiliza a bicha e você atira no meio dos olhos dela, que é para não estragar a pele.
— Eu vou atirar onde der, porque o Totó não vai dar conta...
Zé sobe, chacoalha a árvore e a onça já cai nas quatro patas, pronta para dar o bote no João. Nisso, o Totó vem por trás da onça e finca-lhe o pinto no cu. A bicha dá um urro, estatela os olhos e João aproveita para mandar o tiro certeiro. E fica maravilhado com o Totó.
Mais uma onça, mesma coisa. Terceira onça, de novo o Totó imobiliza a danada. Na quarta onça, ao chacoalhar o galho, Zé se desequilibra e vem caindo junto com a onça. E grita para o amigo:
— Atira, atira!
João faz mira na onça, quando Zé grita de novo:
— Na onça, não! No Totó...
