Querido filho
A mulher acaba de dar à luz, e anciossíssima pede ao médico:
— Sr., eu quero muito ver meu filho, quero agarrar seus bracinhos...
— É... sinto lhe dizer, mas ele nasceu sem braços.
— Ah, tá tudo bem... eu quero agarrar suas perninhas...
— Sra., sinto lhe dizer, ele nasceu sem pernas.
— Ah, tudo bem... quero abraçar seu corpinho.
— Sinto lhe dizer, nasceu sem corpinho.
— Tudo bem, tudo bem... me traz então o que nasceu.
O médico vai buscar o garoto e entrega à mulher uma orelha.
— Ah, meu filho querido...
O médico diz, meio sem jeito:
— É, por favor... só uma coisa... fale mais alto, porque ele é meio surdo.
