Que chova o cacete
Sábado, o maior solão, e o camarada mais musculoso que o He-Man se prepara para ir para a praia.
Ele separa a esteira, a cadeira, o guarda-sol e, quando vai pegar seu chinelo, escuta a seguinte frase:
— Tomara que chova. Tomara que chova.
Era a bichinha que morava no sobrado ao lado da casa de praia do grandalhão.
Ele ignora e vai em direção ao portão e ouve:
— Tomara que chova, tomara que chova.
Ele encara a bichinha, que desvia o olhar.
Chegando na praia, o grandalhão arruma a esteira, a cadeira e o guarda-sol e, de repente, ouve:
— Tomara que chova, tomara que chova.
Indignado, o grandalhão pensa:
— Mas que desaforo veio me seguindo até aqui, essa não vai passar batido.
Foi quando ouviu novamente a frase:
— Tomara que chova, tomara que chooooiiii.
A bichinha foi interrompido, pois havia uma mão enorme o segurando pelo pescoço.
— Olhe aqui, seu bicha do ca..lho, seu filho da pu..a, tomara que chova o cacete.
Então a bichinha falou:
— Ppppaaarrrraaa. Uui. Que violência, me solta, jaaa.
— Não posso perder tempo, pois tenho que correr.
E o grandalhão pergunta o porquê.
A bichinha responde:
— Se você falou que vai chover o cacete, eu vou correr para pôr minha bunda embaixo da goteira...
